sábado, 19 de dezembro de 2015

A RESPEITO DO NATAL - O MAIS REJEITADO DE TODOS OS PRESENTES É O MELHOR DOM - Is 9 1 7

NÃO REJEITES O PRESENTE DE DEUS

1 Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios.
2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. 3 Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos. 4 Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas; 5 porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo.
6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; 7 para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.
Is 9.1-7
O nascimento do redentor, comemorado pela cristandade ocidental em 25 de dezembro (e em 06 de janeiro pelos cristãos ortodoxos e em 19 pelos cristãos armênios) tem uma importância fundamental para nós. Neste estudo vamos deixar de lado várias discussões já tratadas em outros momentos, como a questão do marketing envolvendo as celebrações natalinas (cada vez mais marketing e menos natal) ou os objetos acessórios às mesmas celebrações (como velas, guirlandas, árvores, guloseimas, presentes e outras coisas que vão se tornando cada vez mais protagonistas e menos acessórias).
O nosso ponto de partida é: as Escrituras afirmavam que o redentor viria – e ele veio, portanto, elas, as Escrituras, por serem a palavra de Deus são fidedignas e merecem a nossa confiança. São estas Escrituras que nos falam de um presente especial de Deus para nós – o filho que Deus nos deu, predito por Isaías (v. 6) e cumprido segundo o apóstolo João (Jo 3.16).
Enquanto as pessoas ficam na expectativa de presentes absolutamente descartáveis o maior presente, a vinda de Cristo, vai sendo olvidada. A vinda de Cristo é o presente que se relaciona diretamente com a doutrina da graça: a eleição de Deus (Ef 1:4-5) com suas benditas consequências, tais como a salvação, a justificação, a santificação e a glorificação que seriam absolutamente impossíveis não fosse a soberana, livre e graciosa vontade de Deus ao nos dar Jesus Cristo. A maior alegria que temos ao lembrarmos do nascimento do redentor é de que a promessa feita (Gn 3:15) e depois lembrada por Isaías foi efetivamente cumprida (Lc 2.10-11).

VOCÊ SABE QUAL O MELHOR DE TODOS OS PRESENTES

Quase todos nós gostamos de ganhar presentes – e talvez aqui estejam algumas pessoas sonhando com alguns deles. Você pode estar esperando um carro novo, ou uma jóia, ou um celular novo… um computador ou um tablete… está valendo até mesmo um perfume… com a crise, se não der, vale uma camiseta ou um par de meias mesmo… mas certamente há a expectativa por algum presente nestes dias finais deste ano.
Mas por mais valioso que seja este presente, ele logo vai ficar obsoleto, esquecido ou pode até mesmo ser perdido. Não há nada que você possa ganhar de presente que não possa ser tirado de você – isto é, quase nada. Há algo que, mesmo não lhe custando nada, tem valor inigualável e não pode ser encontrado guardado a cadeado em nenhuma loja de departamentos, pelo contrário, o mais valioso dos presentes é oferecido livre e gratuitamente em milhares de lugares cujas portas permanecem abertas para quem quiser recebe-lo (Jo 1:12  ).
Este presente tem nome, aliás, uma das formas de ele ser conhecido é justamente pelos nomes e títulos que ele tem. Seu nome é Jesus, que significa “do Senhor é a salvação”. Ele possui muitos títulos, sendo Cristo (o ungido, o escolhido) um deles. Vou partir do pressuposto que você conhece a história de Jesus Cristo, o messias que nasceu de uma virgem – e foi crucificado em Jerusalém. Mais ainda, parto do pressuposto que ao menos você já tenha ouvido que ele é o Filho de Deus, isto é, o próprio Deus encarnado. Se isto não for importante para você, quero que saiba que é fundamental para os genuínos cristãos, é fundamental para mim, e, sendo assim, não posso raciocinar sem levar em conta estes fatos. E é a partir deles, tendo-os como base para tudo o que vamos ver à partir de agora. Além do titulo de “Cristo” Jesus possui outros, e é sobre alguns dos títulos do filho de Deus que vamos falar agora.
Um dos meios pelos quais Deus revela o seu caráter é a variedade de nomes e títulos que ele atribui a si mesmo nas páginas das Escrituras. Não foram nomes inventados ou títulos atribuídos a ele pelos escritores bíblicos, mas recebidos por divina revelação (II Pe 1:21). Cada nome de Deus nas páginas das Escrituras revelam algo que Deus quer que conheçamos a respeito de si mesmo. É através de seus nomes que Deus se revela como o eterno (El Olam), o altíssimo (El Shadday), o Deus provedor (IHVH Yiréh) e assim sucessivamente. Entretanto, nenhum dos nomes reveladores do caráter e dos atributos de Deus o revelam de maneira absoluta. Mesmo “o nome” que interpretamos como “Eu sou o que sou” mais esconde do que revela, porque ao mesmo tempo em que mostra a imutabilidade e a existência essencial de Deus, uma vez que ele não foi nem deixará de ser coloca diante de nós uma grandiosidade tal que apenas humilha nossa mente e somos obrigados a exclamar como Agostinho: finitun nunc capere infinitum, isto é, o que é finito é incapaz de compreender o infinito.
A mesma coisa aplica-se aos nomes e títulos de Jesus Cristo. Ele foi de pronto odiado pelos judeus por atribuir a si mesmo o mesmo atributo de Deus ao afirmar que antes que Abraão, o pai da nação israelita existisse, “eu sou” (Jo 8:58). Mas quem é Jesus, segundo a promessa messiânica de Isaías?

JESUS É O MARAVILHOSO CONSELHEIRO – AQUELE QUE LHE DÁ ORIENTAÇÃO

Mais de uma vez encontramos na bíblia a mesma sensação que muitos expressam: o que fazer. Durante anos trabalhei num sistema de aconselhamento chamado Disquepaz – e as pessoas ligavam em busca de orientação para todo tipo de problema. Quando o assunto era espiritual e tinha a ver com a vontade revelada de Deus, era relativamente fácil. Mas havia gente que ligava pedindo orientação para coisas pessoais, profissionais. Pessoas sem rumo na vida e precisando desesperadamente de orientação.
Há uma multidão caminhando sem rumo, como nuvens impelidas pelo vento, indo de um lado para outro (Ef 4:14) e, lamentavelmente, se tornando massa de manobra nas mãos de inescrupulosos tanto incrédulos quanto ímpios disfarçados de crentes (II Pe 2:3).
Mas damos graças a Deus porque ele nos deu Jesus, e Jesus é aquele que é capaz de nos dar a orientação necessária para toda e qualquer área da nossa vida, porque ele é o maravilhoso em conselho, isto é, aquele que, sendo pleno de sabedoria, sendo a própria sabedoria divina encarnada, consegue não apenas discernir os pensamentos e propósitos do coração mas, também, perceber as consequências das nossas intenções.
Jesus é aquele que conhece tudo e todos, inclusive aquilo que escondemos no coração (Mt 9:4) e por isso é capaz de dar não apenas os melhores conselhos, mas os conselhos que realmente são importantes e essenciais (Ap 3:18).
Ele é aquele que pode aconselhar sem precisar de conselho de ninguém (Rm 11:34). Ninguém jamais deu conselhos a Deus, e tampouco houve quem desse algum conselho a Jesus que não se envergonhasse de tenta-lo (Mc 8:33). E o fato de que ele é maravilhoso conselheiro independe da época do ano ou dos sinos que tocam. Ele é a promessa que se cumpriu.

JESUS É DEUS FORTE – AQUELE QUE LHE DÁ SEGURANÇA

O que é chave no entendimento de quem é este menino – ele não é apenas um menino especial, ele é o próprio Deus vindo morar entre os homens e é exigido que os homens se convertam a este Deus forte (Is 10:21). O título l) (Deus) usado para Jesus é o mesmo usado dezenas de vezes para o Deus altíssimo. Isaías quer enfatizar que o messias, aquele que estava sendo prometido e que viria, é o Deus forte – e este menino prometido é Jesus. Na perspectiva de Isaías não há distinção entre Jesus, como o Deus forte, e o Deus descrito diversas vezes no Antigo Testamento como o Deus altíssimo.
Mesmo naquele que parece o momento de maior fraqueza, predito nos salmos messiânicos Jesus chama a Deus pelo mesmo titulo que lhe é atribuído por Isaías (Sl 22:1). O Espírito de Deus, falando por intermédio de Isaías, atribui ao messias o mesmo nome que Jesus chamaria o Deus que também disse ser ele o filho amado em que ele tinha plena satisfação (Mt 3:17).
Em 2014 foi feita uma pesquisa sobre o que mais angustiava o brasileiro e de cada 5 entrevistados 4 temiam por sua segurança. Assaltos, assassinatos, invasões, furtos, violência doméstica e de trânsito… o sonho de consumo de muitos era poder usufruir de alguma forma de segurança particular – e este mercado foi se expandido assombrosamente. Mas, segundo a pesquisa, quanto mais se gastava em segurança, maior o nível de preocupação das pessoas simplesmente porque o problema não era, e não é, se a segurança é real, mas a sensação de insegurança reinante.
Mas em Jesus nós dispomos da certeza de segurança que nenhuma empresa, nenhum guarda, nenhuma grade ou arma podem dar. Ele diz que quem vai a ele está absolutamente seguro e das suas mãos ninguém pode nos tomar – se você for a ele terá o cuidado das mãos poderosas do Deus forte (Jo 10:29).
Os salmistas, mesmo em situações de risco expressavam bem esta certeza de estarem seguros nas mãos do Senhor dos exércitos. No salmo 46 o salmista repete, três vezes, esta certeza (Sl 46.2, 7 e 11).
Você se sente inseguro? Tem medo que os montes saiam do lugar? Então, confie no Deus forte, Jesus (Sl 56:4).

JESUS É O DEUS ETERNO – AQUELE QUE LHE DÁ VIDA ETERNA

A expressão “pai da eternidade” é encontrada em traduções antigas, mas o texto hebraico pode ser traduzido apenas como “eterno” com sentido de originador de algo. Assim como Jesus é o Deus forte, ele é, também, portador de um atributo que só Deus possui: a eternidade. O Cristo não passou a existir no momento em que foi gerado no ventre de Maria – não há um ponto de partida em sua história. Ele não passou a existir à partir de sua manifestação em carne – ele foi apenas manifestado em carne, embora existisse. Assim como Deus é pai eterno, o filho tem que ser eterno senão Deus não poderia ser pai – alguém só é pai quando possui um filho.
Em sua existência na carne Cristo, o filho eterno de Deus, revela o próprio Deus da exata maneira que é necessária para atender as nossas necessidades (Hb 1:3). O Filho revela o pai porque tem a mesma essência, a mesma natureza, ele, embora não seja o pai, dele procede e pode revela-lo satisfatoriamente (Jo 14:9).
Nossa sociedade é marcada pela efemeridade e pela transitoriedade. É sintomático o titulo de uma música dos Titãs: “A maior banda te todos os tempos da última semana”. O mercado de celebridades joga na TV semana após semana novas estrelas que logo são desaparecem e ninguém se lembra mais a não ser para montar programas de subcelebridades de gosto especialmente duvidoso, como Casa dos Artistas e A Fazenda.
Mas Jesus não oferece nada transitório – ele diz que quem nele crê tem a vida eterna porque ele lhes dá esta vida (Jo 10:28).
Judas agiu como muitos, em busca dos benefícios absolutamente passageiros deste mundo (I Jo 2:17), porque a sua natureza era terrena e carnal, abandonou aquele que é o único que tem as palavras de vida eterna (Jo 6:68).
Quantos tem deixado para trás a segurança de estarem com o bom pastor para seguirem após novidades e vaidades, correrem atrás do vento e juntarem coisas passageiras que não permanecem. Somente em Jesus é possível experimentar aquilo que é, de fato, permanente (I Pe 1:23).

JESUS É O PRÍNCIPE DA PAZ – AQUELE QUE PÕE FIM À INIMIZADE

O governo de alguém que seja um maravilhoso conselheiro, com existência e poder soberanos eternamente produz paz – e seu governo de paz será, necessariamente, eterno. Jesus é chamado de príncipe (neste caso, de príncipe – aquele que tem a primazia - da vida, embora nossa tradução traga “autor da vida” - At 3:15). No caso de Jesus seu principado não se refere apenas a autoridade e poder, mas a autoria – assim como à parte de Jesus não há vida, também não pode haver paz sem ele (Jo 14:27). Somente por meio de Cristo há paz entre o homem pecador (que de outra sorte continuaria tomando atitudes de confronto e inimizade contra Deus – Ef 2.1-3) e Deus (Rm 5.1-2).
Em Cristo e por Cristo também são removidas as barreiras que separam os homens entre si – havia barreiras entre judeus e gentios, entre gregos e bárbaros, entre livres e escravos, entre homens e mulheres (Gl 3:28), mas Cristo aboliu todas as barreiras em sua carne (Ef 2:14) obrigando um judeu, como Pedro, a reconhecer o alcance universal da salvação, independente da nacionalidade (At 10.34-36).
Em Cristo temos paz com Deus e com o próximo – Cristo é o único que pode trazer paz entre os homens, como anunciaram os anjos aos pastores (Lc 2:14). Aproveite o 25 de dezembro para começar a falar desta paz pelos próximos 365 dias e você estará de fato, mostrando que a vinda do messias fez sentido em sua vida.

APLICAÇÃO

Eu sei que você não pode dizer, em verdade, que não deseja estas coisas. Você quer paz – e eu tenho que lhe dizer que você só pode obter paz verdadeira se ela lhe for dada pelo príncipe da paz. Com muito esforço talvez, e isto é apenas uma hipótese, você pode viver sem brigar com ninguém, mas sem Cristo você jamais poderá ter paz com Deus – e esta é a única paz que realmente importa porque sua natureza essencial lhe diz que se você resolver todos os seus problemas com o mundo, se você for amigo de todo o mundo, ainda assim você permanecerá inimigo de Deus (Tg 4:4).
Eu sei que você não deseja enfrentar a morte – e mesmo os que desejam deixar de viver o fazem não porque não amam a vida, mas porque não suportam os seus problemas, mas precisam ser avisados que, abandonando a vida sem receber de Deus a vida eterna só experimentarão mais dores e angustias, e, pior, angústia sem esperança pois o que resta para quem não tem a vida eterna é a morte eterna, o inferno e seus tormentos inextinguíveis (Mc 9.42-48).
Eu sei que você deseja segurança – e você mostra isso quando coloca muros e grades em sua casa. Quando não sai às ruas sozinho de madrugada. Quando se cerca de todos os tipos de instrumentos que consegue para evitar sofrer nas mãos de salteadores, bandidos… mas que segurança você pode ter quando os céus se desfizerem, e a terra for abalada? Que segurança você pode conseguir quando os próprios montes virem abaixo? Onde você poderá estar seguro quando o Senhor resolver efetuar o grande juízo? Não há segurança sem o Deus forte – nas mãos dele o mundo pode se enfurecer contra você e ainda assim você poderá andar pelo vale da sombra da morte de maneira tranquila (Sl 23:4) e, ainda que milhares caiam de todos os lados, você continuará seguro (Sl 91:7). Mas só com o Deus forte como seu Deus.
Isto parece fácil demais? Basta ter Jesus e eu terei a verdadeira segurança, estarei seguro mesmo que o mundo acabe? Sim. Basta ter Jesus, de verdade, que eu terei vencido a morte de maneira definitiva? Sim. Basta ter Jesus e eu experimentarei a verdadeira paz? Sim. Isto parece maravilhoso demais? É maravilhoso demais, mas é maravilhoso porque é uma dádiva do Deus maravilhoso, é uma dádiva do maravilhoso conselheiro, daquele que tem respostas para todas as suas dúvidas existenciais essenciais (Jr 33:3).

Você pode ser sábio, e receber este maravilhoso presente de Deus. Ou pode continuar correndo atrás dos presentes do mundo, presentes que, quando você realmente precisar de algo de valor, estarão ausentes e serão inúteis.

Um comentário:

Unknown disse...

Pr. um ensinamento muito bom sobre verdadeiramente o que significa o nascimento De Jesus já salvei e guardei. Quando eu estiver no meio da Família todos católicos em uma boa oportunidade vou tentar aplicar.

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